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Brasil: Livres da escravidão Stampa E-mail
Scritto da p. Jaime Carlos Patias, imc   
ImageMaio nos reserva acontecimentos importantes: o Brasil recebe o Papa Bento XVI, é o mês das mães, tempo forte de espiritualidade mariana e período em que finalmente se realiza, em Aparecida, a V Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe. Temos ainda datas como o 1º de maio, Dia Internacional dos Trabalhadores e o dia 13, Dia Nacional de Combate ao Racismo, já que a assinatura da Lei Áurea em 1888 não garantiu a libertação dos escravos como tanto nos ensinaram.

Basta notar que no Brasil, em pleno século XXI existe um Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, documento de referência para o processo de extermínio dessa prática no país, desenvolvido com a participação da sociedade civil e de diferentes poderes e esferas de governo. A existência do Plano nos leva a concluir que o próprio Estado reconhece a existência do trabalho escravo.


De acordo com dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), os estados do Pará e Bahia estão entre os principais utilizadores de mão-de-obra escrava. O primeiro, recordista nacional em casos, viu 7.985 pessoas serem libertadas em seu território entre 1995 e setembro de 2006. O número representa 36,4% do total do país nesse período (21.949). A Bahia, terceira colocada neste triste ranking, teve 2.112 libertados ou 9,6% do total. No Maranhão a situação é duplamente preocupante. O estado está em quarto lugar em libertações (1.986 ou 9%) e, ao mesmo tempo, é a principal origem dos resgatados da escravidão, seguido pelo Piauí, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego e da Organização Internacional do Trabalho.

Com o lançamento da política contra o tráfico de pessoas, ganha força a “lista suja” do trabalho escravo, onde figuram pessoas e empresas que comprovadamente utilizaram esse tipo de mão-de-obra. A lista conta atualmente com 178 nomes. Com base nela, órgãos públicos e privados vêm desenvolvendo ações que contribuem no combate ao trabalho escravo. O documento prevê mais fiscalização aos relacionados e reafirma a exclusão deles em licitações e no acesso ao crédito rural. Bancos públicos e privados já utilizam a lista na concessão de financiamentos. Hoje, a lista é vista pelas entidades que lutam contra o problema como um dos principais instrumentos no combate à escravidão.

O documento também prevê a formação de agentes multiplicadores na erradicação do trabalho escravo. Isso seria feito por meio da capacitação de trabalhadores resgatados da escravidão e da inclusão do tema “tráfico de pessoas” na formação de professores. Outros pontos importantes são o que prevê a fiscalização do deslocamento de trabalhadores para localidades fora de seu município de origem. Isso busca diminuir a vulnerabilidade do trabalhador através de políticas de desenvolvimento rural acelerando o processo de reforma agrária nessas regiões com maior incidência de tráfico.

No centro da V Conferência, realizada no Santuário da Mãe Aparecida cuja imagem - pescada no rio Paraíba do Sul por pobres pescadores - é negra, encontra-se o tema "Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nele nossos povos tenham vida". Reunida com Maria, a Igreja da América Latina e do Caribe terá no seu coração as esperanças e angústias dos povos deste continente com todas as suas expressões e história. Fiel a Jesus de Nazaré que foi consagrado e enviado para “anunciar a Boa Notícia aos pobres, proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos, ...” (Lc 4,18-19) a Igreja deve dar continuidade à sua Missão como discípula e missionária. Em Jesus, Caminho, Verdade, nossos povos têm Vida livre de toda a escravidão e discriminação.
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Missione Oggi

La Parola di Dio nella vita e nella missione della Chiesa
La mia riflessione sulla centralità della Parola di Dio nella vita e nella missione della Chiesa è anzitutto quella di un pastore, che attinge certamente al suo cammino di teologo al servizio della Verità che libera e salva, ma soprattutto parla in rapporto ai molteplici vissuti umani che continuamente incontra e a cui annuncia la Parola della fede. È tenendo conto di questi vissuti che vorrei articolare le mie considerazioni costruendo una sorta di “menorah” dello spirito, un settenario ispirato al candelabro sacro, che arde nel Santuario di Dio, per aiutarci a illuminare gli scenari del tempo e gli scenari del cuore con la luce della Parola. Partendo dall’attesa della Parola, dal bisogno cioè di una rivelazione che rompa il silenzio del mondo e delle sue solitudini, vorrei riflettere sul Verbo rivelato anzitutto nel suo carattere di buona novella per tutte le solitudini, per fermare quindi la riflessione sull’evento che ha inondato il silenzio dell’intero creato e ha aperta la possibilità della comunicazione trasformante con l’Amore eterno: “Deus dixit!” – “Dio ha parlato!”.
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