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Fontes da espirituaidade missionária hoje PDF Stampa E-mail
Scritto da P. Ramón Cazallas, imc   
Pensei muito nestas semanas sobre o biênio da Santidade que o Instituto dedica já a este tema. Vi ele muito amplo e por outra parte um tema já muito trilhado nos últimos anos de João Paulo II. Um tema bem desenvolvido pelo Vaticano II na Constituição “Lúmen Gentium” que dedica o Capítulo V a “Vocação universal á Santidade na Igreja”. Por tanto a santidade é assunto de todos os batizados.

Continuei pensando e vi que sim, que era possível, porque na Igreja temos uma vocação especifica e porque temos um carisma iniciado pelo Fundador e continua a se desenvolver nas circunstâncias sempre novas que a Missão vai encontrando. A dinamicidade do carisma para o homem de hoje me animou a escrever as reflexões que escrevo a seguir.

Começo constatando que o Fundador não teve nem foi iniciador de uma escola de espiritualidade especifica. Ele recolheu o melhor da espiritualidade francesa dominante na sua época cujo representante foi São Francisco de Sales, o Cafasso foi um modelo dessa herança e o Fundador a vive em profundidade. É isso que ele passa aos Missionários e Missionárias nos seus encontros dominicais e nas principais festas do calendário cristão. Os conteúdos dessa escola vão ser enriquecidos com os exemplos da missão e com as circunstancias que os seus missionários vivem na África e na Guerra mundial que ele vai viver com tanta intensidade. Olhando para a Missão ele vai exclamar que “o missionário deve ser santo em grau superlativo”

Já temos um dado importante que abre a grandes horizontes: “O Fundador recolhe o melhor do seu tempo e o vai enriquecendo”.

A Santidade não é abstrata passa a través de atitudes, comportamentos e momentos aos quais chamamos de espiritualidade. Para nós seria à espiritualidade missionária. O protetor deste ano, Charles de Foucault, diria que seria “pregar o evangelho com a própria vida” e “prega-lo sobre os telhados”.

Fontes da espirituaidade missionária hoje

1. Saber olhar ao nosso redor e recolher o melhor.

1. Falo desde América Latina e olhando ao nosso redor vemos que o Espírito Santo já está presente nestes povos através da sua religiosidade e a través de tantos gritos que escutamos continuamente: gritos de violência, gritos de injustiças, gritos de pobreza aos quais um filho do Allamano não pode ficar indiferente. Mas olhando ao nosso redor vemos tantos gritos positivos que chegam aos ouvidos de Deus: gritos de paz, gritos de fraternidade, gritos de viver o evangelho de forma mais compreensível ao jeito desta sociedade e deste povo. Para viver tudo isto em solidariedade e em “santidade em grau superlativo” precisamos de uma profunda experiência de Deus. Olhando ao nosso redor nascem espontâneas a inculturação e a contextualização não só da Missão, mas sobre tudo da nossa vida religiosa.

Para esta experiência de Deus precisamos intensificar a sede de Deus: “Minha alma tem sede de Deus, minha carne te deseja com ardor como terra seca, esgotada sem água” (Sl 63).
Na vida, podemos, às vezes, ter a experiência da ausência de Deus, mas não podemos perder o desejo de encontrar a Deus.

2. Moisés descobre Deus na sarça ardente, o fogo que queima sem se consumir, símbolo do amor de Deus que se espalha cada vez mais. Mais este Deus se revela como alguém que está presente na história dos homens, especialmente no sofrimento. “Eu vi, eu vi a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi seu clamor por causa dos seus opressores; pois eu conheço as suas angústias” (Ex 3,7).
Na nossa sociedade temos tantas sarças ardentes que não se consumam nunca: guerras intermináveis, injustiças institucionalizadas desde há tantos séculos. Os pobres que aumentam e são tantas sarças que não se consumam, ao contrario, aumentam diariamente as diferencias entre pobres e ricos. Tudo isto implica que a santidade do missionário passa por um caminho de libertação de todas estas massas escravas.

2. O absoluto de Deus como principio e fim da santidade.

“Deus é mais”, repetido muitas vezes pelos pobres perante a impotência de uma vida melhor, de uns direitos não respeitados, das ameaças continuas dos grandes deste mundo. Descobrir o absoluto de Deus significa viver continuamente na sua presença e viver em continua união com Ele e de ai surgirão novas atitudes, comportamentos e criatividade para a missão. O absoluto de Deus o encontramos na vivência continua do Cap. 25 de São Mateus: Tive fome, estava nu, na cadeia, etc. E os missionários temos todas estas situações trás os muros das quase todas as nossas casas.

Com olhos vigilantes devemos contemplar o mundo dos pobres, as outras religiões que também procuram e o Diálogo-interreligioso pode ser fonte de espiritualidade para os missionários.

3. O Martírio como parte integrante que acompanha a missão.

Em América Latina ainda é época de mártires. Mártires das injustiças, da terra, da água e de tantas coisas que os pobres vão conquistando. Perante o consumismo e a vida fácil a santidade se expressa também com a privação e abnegação com os bens materiais: “Só uma coisa te falta: vai vende tudo o que tens e dá aos pobres”, com a perseguição e calunia, toda vida burguesa que às vezes nos acompanha é contra o martírio que hoje exige estar com os pobres livres de tanta vida cômoda e facilidades que as instituições, sempre com boa intenção, facilitam a seus membros. A cruz faz parte deste caminho. Pois num mundo organizado a partir do egoísmo, o amor e o serviço só podem existir crucificados. Quem faz da sua vida um serviço aos outros, incomoda os que vivem agarrados aos privilégios. Temos que recuperar a vida dos nossos mártires e as causas que defenderam e que lhes custaram a vida se queremos ser significativos no meio do povo e de todas aquelas forças que alienam o povo. Naturalmente, unida ao martírio está a Cruz que conseqüências praticas na vida do discípulo.

4. A Santidade missionária exige estar sempre a caminho e não parar nunca.

Os Santos Protetores que o Fundador nos deixou foram sempre pessoas a caminho. São Pedro Claver, São Francisco Xavier, São Fidelis de Sigmaringen a mesma Santa Teresinha foram pessoas “inconformistas”. Tem muito a nos ensinar não só no espírito mas também nos métodos, na entrega, no que o Allamano dizia no “zelo missionário”.

Não é só a itinerância física. Mas é caminho de entrega, de abandono, do serviço, da disponibilidade, da aceitação do conflito. As culturas exigem dos missionários grandes itinerâncias não só geográficas mas também mentais e até espirituais.

5. A Missão e a opção pelos pobres são os faróis da nossa santidade.

Como literatura isto não é novo mas talvez, como opção de vida, é tudo por descobrir e sobre tudo entusiasmar aos missionários novos. Temos que ser capazes de apaixonar os jovens pela Missão não narrada mas sobretudo vivida. As nossas opções, o nosso estilo de vida, pobre entre pobres, deixa muito a desejar. Até a nossa vida espiritual é uma vida espiritual de talho “burguesa e farisaica” , com tudo bem medido nas práticas de piedade, feita de gavetas mas não inundam totalmente a nossa vida e a nossa existência. Deveríamos recuperar muito mais o nº 5 das nossas Constituições. A união com Deus não está nos atos mas na força da presença de Deus na vida e na identificação com o projeto de Jesus.

Devemos olhar a geografia das nossas presenças para ver, sentir e escolher os pobres. Os Capítulos Gerais definem os diferentes areópagos que devem chamar a nossa atenção missionária. Reconhecer que em cem anos de caminhada um pouco de poeira se colou na vida e nas estruturas. Deveríamos ter a coragem de sacudir bem essa poeira (humana, estrutural e religiosa) para que apareça claramente a santidade que marcou para nós o Fundador.

Termino parafraseando Santa Teresinha do Menino Jesus: “No coração da Igreja que é minha mãe eu serei a MISSÃO”.
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Missione Oggi

POBRES Y POBREZA EN LA FORMACIÓN MISIONERA
Introducción

Se ha pedido una reflexión sobre cómo usar los bienes materiales durante el currículo formativo del Misionero de la Consolata. Tema actual en este momento histórico que estamos viviendo a nivel de sociedad y a nivel de Instituto. A nivel socio-económico nos encontramos en una sociedad post-moderna donde el consumismo arrasa no sólo las personas sino también las estructuras e vida de la Iglesia. A nivel de Instituto porque hoy nuestras comunidades son internacionales e interculturales con diferencias culturales en la apreciación de pobres y pobreza, de economía y hasta de estratos sociales bien diferenciados.
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