Narrow screen resolution Wide screen resolution
Brasil: Consolata e Missão Stampa E-mail
Scritto da Pe. Patrick Silva, imc   
ImageNo dia 20 de junho, comemora-se a festa anual de Nossa Senhora Consolata, padroeira de tantos missionários e missionárias espalhados pelo mundo.

O mês de junho é para nós, missionários da Consolata, tempo de alegria. Celebramos no dia 20, a festa de Nossa Senhora. Esta data se reveste de grande importância por dois motivos: primeiramente, porque trazemos conosco o nome “Consolata”; segundo, porque nosso fundador, o Bem-aventurado José Allamano, sempre nos ensinou que a Consolata é que era a “fundadora” do Instituto. Portanto, dia 20 de junho é dia de festa! Dia de celebrar a “fundadora”, a padroeira, cujo nome orgulhosamente (nos perdoem o atrevimento) trazemos conosco.

Nossa Senhora Consolata é a padroeira de Turim, cidade ao norte da Itália, onde Allamano trabalhou como reitor do Santuário por várias décadas. Foi daí que surgiu a inspiração para fundar dois institutos missionários. Ele dizia abertamente que foi a Consolata que lhe indicou essa vontade, isto é, foi a Consolata que o enviou em missão. José Allamano, por causa da sua débil saúde, nunca pôde ir, porém, enviou outros para a missão. Portanto para nós, missionários e missionárias, Consolata significa Missão.


Somos chamados a responder ao apelo de Jesus de ir e proclamar a Boa Nova, mas com um estilo especial: portadores da consolação de Deus. Nos é caro o apelo do Pai: “Consolai, consolai o meu povo” (Isaías 40, 1). O povo precisa da consolação do seu Deus, mas “quem enviarei?” (Isaías 6, 8). Os missionários e as missionárias da Consolata responderam: “Eis-nos aqui, envia-nos!”. Somos instrumentos nas mãos de Deus, para que a sua consolação possa chegar ao seu povo. Deus quis precisar de homens e mulheres para que a sua consolação chegasse aos confins da terra.

Maria: modelo

Maria nos serve de modelo, como aquela que soube, antes de mais nada, receber a consolação de Deus e depois “distribuir” essa consolação. Só podemos consolar, quando também fomos consolados. Maria tem plena consciência disso, no seu magnífico cântico após a visita à sua prima Isabel, canta: “olhou para sua pobre serva”. Maria sabe-se inteiramente consolada por seu Deus, um Deus que a visitou. Maria deixou-se consolar. Hoje, talvez resulte tão difícil consolar, como ser consolado. Por vezes, nossos “castelos” de orgulho e egoísmo nos impedem de ver e aceitar a consolação que Deus preparou para nós. Às vezes, é melhor ficar dentro de nossos muros, fechados, do que abrir as portas para que a consolação do nosso Deus possa chegar.

Maria é também portadora da consolação. Após a anunciação, sabe que vai receber esta consolação prometida por Deus e de imediato sente a necessidade de a partilhar com a sua prima. É esta explosão de alegria interior que faz Maria partir de uma maneira apressada (quem sabe se não mesmo correndo), apesar do terreno montanhoso (Lc 1, 39) e ir visitar sua prima Isabel. Logo após a saudação inicial da prima, Maria manifesta seu contentamento com uma canção maravilhosa, uma resposta exuberante de uma mulher que tem a certeza de que Deus a consolou. É enquanto consolada que Maria rejubila com as palavras do Magnificat.

Desde o início do canto, Maria dá a conhecer a razão de ser que a leva a engrandecer a Deus. Essa alegria é motivada pela consolação recebida “olhou para a humildade (tapeinōsin) da sua serva” (Lc 1, 48). Deus olhou para a pobreza da sua serva. Tal como Deus tinha olhado para a humildade (tapeinōsin) de Ana (1Sam 1, 11). É este olhar consolador de Deus que é a origem de tal alegria. É Deus que tem a primeira ação, o olhar parte de Deus que vê a simplicidade de seus filhos e filhas.

Bodas de Caná

O episódio das núpcias de Caná (Jo 2, 1-12) nos ensina como Maria é modelo de consolação. Maria, Jesus e seus discípulos são convidados para esta festa de casamento. A certa altura Maria, mulher atenta (como todas as mães, sempre com um olho em todas as situações) descobre que falta o vinho (elemento essencial para a festa matrimonial daquela época). A atenção é a primeira qualidade daquele que quer ser consolador, deve estar atento ao mundo em que vive, àqueles que clamam por consolação. Ela, de imediato, vai ter com Jesus para o informar, mas estranhamente Jesus não parece nada preocupado, antes pelo contrário, parece ficar aborrecido com a sua mãe, dirigindo-lhe palavras pouco dignas de um filho "Que queres de mim..." (Jo 2, 4). A sua hora ainda não tinha chegado! Porém, a situação mudou, a água foi transformada em vinho, e a festa pôde continuar. Este episódio demonstra-nos como Maria leva a consolação àquela festa, a falta de vinho poderia ter causado o desastre (ou mesmo o final da festa), mas a atenção de Maria salvou a situação. Ela leva para todos uma dupla consolação: a primeira é suprir a falta de vinho; a segunda e mais importante é Jesus! Pois, através do gesto de Maria, se revela a verdadeira consolação: seu Filho!

Um outro episódio que nos ajudar a ver em Maria nosso modelo de consolação é a sua presença junto à cruz, assim como também entre os discípulos após a morte e ressurreição de Jesus. O evangelista João coloca junto à cruz Maria. A situação é dramática, a mãe que vê o seu único filho morrer crucificado. É neste momento que Jesus olha para sua mãe (Jo 19, 26) tal como tinha acontecido no início quando “Deus olhou para a humildade de sua serva” (Lc 1, 48), a vê e lhe confia uma importante tarefa: ser consolação para o seu discípulo amado (ele é o modelo de todos os discípulos). A esta situação dramática, João acrescenta uma certa intimidade, no diálogo que Jesus tem com sua mãe e o seu discípulo amado. Maria deverá agora consolar seus discípulos e estes deverão recebê-la como Mãe. Maria assume desde logo a sua missão de ser consoladora. O livro dos Atos dos Apóstolos nos diz como Maria está com os discípulos nas difíceis horas após a morte e ressurreição, ela era presença assídua com eles.

Que a festa de Nossa Senhora Consolata nos anime a todos para partir em missão, uma missão evangelizadora e consoladora.
< Precedente   Prossimo >

Missione Oggi

Sinodo: Interventi dei padri sinodali
(dall'inizio fino al giorno 11 ottobre)

- S.E.R. Mons. Joseph VÕ ĐÚC MINH, Vescovo Coadiutore di Nha Trang (VIET NAM)

1. La Chiesa di Cristo in Vietnam, dopo l’accoglimento del Vangelo nel 1533 e, soprattutto, dopo la nomina dei primi tre Vescovi nel 1659, ha percorso un cammino pieno di croci. Attraverso gli alti e bassi della loro storia, i cattolici vietnamiti, come gli ebrei al tempo dell’esilio, hanno compreso che solo la Parola di Dio permane e non delude mai.
Leggi tutto...