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Em Deus, eu também sou você Stampa E-mail
Scritto da P. Albino Brás, imc   
ImageOutubro missionário é um mês que nos convida a alargar os horizontes da fé e a sentir o outro em nós.

Em 11 anos como religioso missionário, graças a Deus, tenho tido a oportunidade de aprender com cada pessoa que Deus vai colocando no meu caminho. E descubro que cada um encontra a Deus de uma maneira diferente. Porém, só quem faz experiência profunda do Seu amor incondicional começa a abrir-se ao mundo com um olhar samaritano e missionário.

Descubro, ainda, que não é fácil o caminho da santidade cristã. O autêntico amor a Cristo levou-me a superar um coração tribal para inaugurar um horizonte universal. O Cristo crucificado, ressuscitado e missionário, é o mesmo Cristo que um dia me desafiou a ter um coração aberto, escancarado à universalidade do Reino. Caso contrário a minha espiritualidade não seria mais que a soma de piedades egoístas e abstratas. E a espiritualidae missionária não passa por aí.

Santo é o missionário


Sabemos que a vida da Igreja tem sido marcada, ao longo da história, por homens e mulheres extraordinários. Pessoas que decidiram seguir o Mestre, na fidelidade à Palavra, sem reservas. Muitos estão nos altares para veneração.

O certo é que me encontrei estes dias a pensar numa questão, lançada à reflexão e ao debate, por um colega num curso em que também participei. Está na encíclica Redemptoris Missio: “O verdadeiro missionário é o santo”. É uma expressão não muito diferente de uma outra, proferida há mais de 100 anos por José Allamano, fundador dos missionários e missionárias da Consolata, quando exortava os seus pupilos a “serem primeiro santos e depois missionários”. Alguém na sala, com razão, no meu modo de ver, arrematou que também se poderia inverter a frase da RM, que ficaria assim: “O verdadeiro santo é o missionário”. Explicação simples: às vezes pode-se pensar, de forma individualista e até narcisista que, como nunca chegarei a ser santo, nunca serei missionário. Acomodo-me. Então, é na prática missionária que se faz caminho de santidade. É entrando na água que se aprende a nadar, não a seco! O verdadeiro santo é o que se faz santo com outros. Ninguém se faz santo sozinho. Thomas Merton dizia, com absoluta razão: ninguém é uma ilha.

Descobrir-me no outro

Atribuem a Tony de Mello a história que trago aqui para ilustrar o que pretendo transmitir. Contava ele que, certo dia, um grupo de rapazes deslocara-se para uma pequena cidade do interior a fim de participar de uma festa. Divertiram-se numa atmosfera estimulante, eufórica. Com o cair da noite, caminhando, voltavam para a sua cidade. O percurso era longo. Com o frio e a chuva que impiedosamente começava a cair, procuravam um abrigo no meio do caminho. Avistaram uma cabana. Servia! O frio da noite levou-os a se aconchegarem, por mais calor. Amanheceu e, ainda meio dormindo, com a ressaca do álcool, o frio e o lugar diferente, não conseguiam recuperar a consciência corporal. A um camponês madrugador, que por ali passava a caminho da roça, pediram ajuda, para sair daquele novelo em que se encontravam. Disseram-lhe que estavam mareados e não conseguiam reconhecer o seu próprio corpo. A solução do sábio camponês foi fácil: tirou um arame da sela do burro, aproximou-se do grupo de rapazes confusamente entrelaçados e picando um pé notou que rapidamente alguém acusava o golpe. Ai!, ouvia o murmúrio. O homem perguntava: Quem se manifestou? Fui eu! Pois, então, esse pé é seu!, rematava o camponês. Em seguida picava uma mão. Ui! É minha! E, pouco a pouco, foi encontrando os membros de cada unidade corporal.

Pois bem, na perspectiva da santidade e da espiritualidade missionária, o “nós” aparece quando alguém pica o nosso pé, ou a nossa mão, a dor aparece no coração do outro e somos nós que dizemos: ai! É aí que começa o “nós”: quando a dor ou a alegria, a angústia ou a esperança do outro, como por vasos comunicantes, chega à nossa consciência e nos faz responder como se fosse nosso. É o dinamismo da parábola do samaritano. É o momento em que se dá o passo do “eu” ao “nós”. Do individualismo à comunidade. Do tribal ao universal.

Das Igrejas para o mundo

Nesta linha, a mensagem do papa Bento XVI, para o Dia Mundial das Missões, a celebrarmos no dia 21 de outubro, é clara. O tema da mensagem “Todas as Igrejas para o mundo inteiro”, convoca todos à Missão. À Igreja toda, e a todas as Igrejas locais foi-lhes dada a missão de evangelizar, sem exceção, até aos confins do mundo. E as Igrejas jovens, já evangelizadas, devem assumir agora o compromisso de serem, elas também, missionárias.

Isto já não é novidade para nós: a missão é tarefa de todos. Onde é que o processo emperra, então? Se a teologia da missão descobriu, faz tempo, esta urgência da missão, o mesmo não acontece com a pastoral e, até mesmo, com a espiritualidade. Há muito caminho a percorrer. Não raro, muitos cristãos, movimentos e Igrejas locais vivem uma espiritualidade de gueto, muito centrada em piedades fáceis, em liturgias frias, ritualizadas e pouco vitais, em pastorais meramente sacramentalistas, pouco dadas ao desafio da evangelização: do ir ao encontro daquele que não experimentou o Evangelho da consolação, da ação transformadora e libertadora de Deus. Enfim, “a espiritualidade” - diz o papa na mensagem - “do envio e do êxodo”.

Precisamos de uma espiritualidade que leve a Igreja a manifestar a salvação de Cristo ao homem do nosso tempo “em tantas partes do mundo, humilhado e oprimido por causa das pobrezas endêmicas, da violência e da negação sistemática dos direitos humanos”, frisa Bento XVI. A Igreja, toda ela, - prossegue o papa - “não pode subtrair-se” a essa missão universal. O amor dos fiéis avalia-se na sua “coragem para evangelizar”. E reconhece o trabalho dos missionários no mundo: “O Dia Missionário Mundial seja ocasião para recordar na oração estes nossos irmãos e irmãs na fé e quantos continuam a prodigalizar-se no vasto campo missionário. Peçamos a Deus que o seu exemplo suscite em toda a parte novas vocações e uma renovada consciência missionária no povo cristão”. Novas vocações? Claro! Missionários santos!

Universalidade do Reino

A Missão não é uma comunidade de interesses, mas sim a descoberta de um "nós", de uma Igreja-comunidade geradora de vida, porque evangelizadora, de pessoas, povos, culturas com quem se partilha a força do Evangelho consolador, criando fraternidade, comunhão. Com Deus em tudo e em todos. Encarnado. Inculturado. Feito pão, chão, oração...



Albino Brás é missionário, animador e coordenador da Secretaria da Missão do IMC em Portugal; Mestre em Teologia Moral, com especialização em Bioética Teológica. - Publicado na edição Nº08 – Outubro 2007 - Revista Missões.
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Domenica Missionaria

I dom Avvento - B
I Domenica Avvento B

Nell’attesa della sua venuta

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Missione Oggi

La opción por el pobre después de Aparecida: Confirmación, desafío, y búsqueda
INTRODUCCIÓN
 
El objetivo de la ponencia que les voy a compartir es triple:
 
Primero: mostrar cómo Aparecida tiene el inmenso valor no solo de confirmar ( G. Gutiérrez emplea el término de reafirmar) el valor y el sentido de la Opción por el Pobre, expresión que empezó a utilizarse en la Teología desde la Conferencia de Medellín y que popularizó y divulgó la Teología de la Liberación, sino sobre todo, de poner un punto final a las discusiones, ambigüedades, diversidad de interpretaciones que suscitó esa expresión y sobre todo de mostrar el valor fundamentalmente evangélico de la manera de pensar y de actuar que conllevaba la práctica de esta Opción por el pobre.
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