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| José Allamano: A santidade como um modo de ser |
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| Scritto da p. Álvaro López V., imc | |
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Introdução: A santidade que viveu e entendeu José Allamano não era a da fuga mundi (prática religiosa e caminho de santidade implementado pelos monges da primeira hora da Igreja), mas há da harmonia . Para Allamano resultava importante a harmonia que devia existir entre graça e missão; entre santidade e qualidade de vida. De Facto, José Allamano tinha um sonho: ser de primeira qualidade e assim desejava que fossem os seus missionários; a eles dizia “ser do grupo dos da terceira classe que é o mundo dos generosos, os que nada recusam”. Texto Bíblico: Lv. 11. 44-45; Filp. 3. 1-16 Aspectos para sublinhar + O texto de Lv. Apresenta o discurso da santidade como uma exigência da Aliança. Ela é um imperativo de vida. + Em vez no texto de Pablo a santidade é uma meta para atingir. Para Pablo, a perfeição consiste em aquirir o máximo conhecimento de Cristo e não se trata de um grupo de perfeitos; é um conhecimento que é proposto para todos. O imperativo do Antigo Testamento torna-se convite no Novo Testamento. + Em José Allamano a santidade é um modo de ser, de agir: ela não consiste em milagres especiais, só em fazer bem todas as coisas, fazer tudo com grande amor, fazer bem as coisas pequenas e ordinárias da vida; a este seu pensamento gostava de acrescentar: Nós devemos fazer tudo bem, quer as coisas ordinárias quer as extraordinárias. A nossa santidade consiste em fazer as coisas bem desde o amanhecer ao anoitecer. Assim pois, a santidade que José Allamano pregava aos seus missionários, a nós, é a que se vive no quotidiano, fazendo todas as coisas por amor de Deus e fazendo-as bem em todos os momentos e em todas as circunstâncias. + Quando Allamano falva aos missionários e amissionárias dizia-lhes: o espírito vo-lo dou eu com isto Ele queria convidar os missionários e missionárias a tender para a santidade e o caminho para atingir esta meta estava no modo de ser, pessoas capazes de fazer bem o bem. Mas como atingir a santidade como modo de ser, segundo a proposta de José Allamano? A esta pergunta podemos responder com o que estamos a chamar os 4 pilastros da santidade em José Allamano; vejamos: Os quatro pilastros da santidade em José Allamano a. Santos e depois missionários: Esta foi uma das heranças recebidas do seu tio (José Cafasso) O santo Cafasso estava sempre a procura de Deus, o que significava ter uma intensa vida interior, vida de oração como o caminho seguro para a acção Na vida interior dá-se a harmonia entre o silêncio e a oração. José Allamano aprendeu do seu tio o desejo de santidade. Allamano como o seu tio, desejou ser santo. Ser santo foi o grande objectivo da vida de Allamano e por ele não teve temor de adiar outras coisas (como o sucesso, a fama, as obras) que o pudessem distrair ou afastar de Deus. Ele dizia: não se precissa deixar a piedade, esquecer a união com Deus, não é bom sacrificar a própria santificação para atender aos outros b. Reconhecer que a santidade é vontade de Deus: Por isso em Allamano tender para a santidade não era outra coisa de que a convicção de estar a cumprir a vontade de Deus; por isso a vida de Allamano não a podemos entender sem esta chave de compreensão, Ele passou a sua vida inteira orientado a responder-lhe a Deus: santidade de vida, perfeição de cada virtude sacerdotal, convencido que o sacerdote deve ser antes de mais nada um santo. Em relação à necessidade de atingir a santidade, Ele dizia: sobre tudo é necessário desejar seriamente, fortemente e constantemente a custo de qualquer sforço e sacrifício (V.E, 144). A santidade é condição absolutamente necessária para todos em todo tempo. Se faz santo aquele que o desejar. c. Deixar-se moldear por Deus: Quem deseja ser santo deve permanecer nas mãos de Deus, estar como passivos nas suas mãos; assim como o barro está nas mãos do oleiro. As três vontades que segundo Allamano se exigem da pessoa que deseja ser santo: vontade plena: sem limites, sem temor; vontade de ferro: forte, decidida, enérgica; vontade constante: que não nos faça perder a força interior (V.E. 153-155) Quem consegue ter estas três vontades consegue responder a graça de Deus e a sua própria vocação à santidade. Isto porque não basta ser chamados, precisa-se responder a graça recebida (V.E. 41) Na visão de Allamano, a Santidade comporta um estado de passividade em relação com Deus. O santo é aquele que é passivo nas mãos de Deus e por Ele se deixa moldear. Isto significa deixar que Deus te apanhe, que Deus se aproprie das tuas próprias capacidades e pontencialidades. Ser santos significa, desde a compreensão de Allamano em tornarmos pessoas espirituais: as nossas acções não são nossas, são do Espírito que vive em nós. E o caminho mais seguro para isto é a vida ascética ela dá-nos maturidade no juizo e nas prioridade da vida. Allamano insistia naquele “Voglio” (desejo) para chamar a atenção sobre a necessidade de conformar a nossa vontade à vontade de Deus, a união com Deus. Dizia: assim vos quero: generosos, firmes, constantes na vocação (V.E. 74). É isto que desejo, poucos mas bons, poucos mas em regra, que tenham o espírito com vontade, capazes de fazer por muitos (V.E. 36). Acrescentava: Na caminhada para a santidade precisa-se acordar-se, não deixar-se distrair e ir avante com energia. Ainda, a modo de proposta final, Allamano convidava os missionários a dar-se tudo a todos, não a metade Para sermos santos precisamos: 1. Só corresponder a graça dia após dia 2. Generosidade, Deus deseja-nos generosos, também nos momentos de prova e de tentação 3. Não ter reservas (innecessárias) 4. Amar Deus e fazer do bem o maior bem possível d. Harmonia de vida: A síntese entre santidade e perfeição humana dá-se mesmo nisso: o santo não é separável da sua qualidade humana; mais santo mais e melhor humano. Só o santo é missionário disse a RM nº 90. Na prática isto se traduz no empenho apostólico do santo, ele é uma pessoa dedicada à promoção humana, pois o seu ser apóstolo, santo o compromete com a humanidade e por isso trabalha para que as condições de vida das pessoas sejam melhores. Por isso empenha a sua vida na promoção da justiça. Vistos os que chamamos, os 4 pilastros da santidade em José Allamano, fica para nós identificar, qual destes pilastros já vivemos, qual ainda não e o que podemos fazer para o implementar na nossa vida religiosa – apostólica. Na Redemptoris Missio lemos que Missionário é o santo (RM 90), peçamos ao nosso Pai Fundador nos ajude a ser santos e santos missionários. |
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