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| A reflexão sobre Santidade |
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| Scritto da Denis Mwenda, imc | |
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INTRODUÇÃO Algumas vezes é necessário sermos lembrados de coisas que já sabemos. O apóstolo Pedro reconheceu este fato e escreveu sua segunda epístola com este propósito em mente (1:12-15). Referindo-se ao seu corpo como "um tabernáculo," uma morada temporária, ele previu sua morte próxima e desejou lembrar seus leitores da necessidade do crescimento espiritual. O XI Capitulo Geral, propõe o biênio que começou no dia 7 de outubro de 2006 e que terminará no mês de Junho 2008, para refletir o tema de vida de santidade. O nosso fundador José Allamano enfatizou toda a vida, que a santidade deve ocupar o primeiro lugar. A sua insistência sobre “primeiro santos, depois missionários” aparece tantas vezes na sua conversação que assume realmente a dimensão de carisma. A sua santidade também é um dos códigos a utilizar para fazer uma interpretação histórica e para realizar o seu carisma e o seu espírito nos dias de hoje. Este biênio de santidade, tem o objetivo de redescobrir e reavivar as características da espiritualidade apresentada e proposta pelo Fundador ao Instituto. De minha parte achei que ele nos convida a procurar a Deus, à centralidade da Eucaristia e da Palavra, à presença de Maria, à oração litúrgica e pessoal, ao espírito de família, e ao amor à Igreja; Tudo isto é orientado para a missão que é dar a vida para o outro procurando a vontade de Deus que é a nossa santificação. (1Tes 4,3). Estas páginas dirigem-se a todos nos, que procuramos a Verdade e a Vida, que encontramos no Mistério de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, morto e ressuscitado para a salvação de todos os homens de todos os tempos. Cada um de nós foi criado por Ele para ser feliz, e não encontrará a verdadeira alegria e a paz enquanto não O amar com todo o seu coração e enquanto não amar o próximo como Ele nos amou. DEFINIÇÃO DA SANTIDADE Quando mencionamos a palavra santidade, muitas vezes o que nos vêm à mente, é algo muito difícil, que não conseguiremos nunca e achamos que só aqueles mais certinhos – quietinhos, calados ou que se vestem de modo santo - é que conseguem viver assim ou, vem na nossa mente uma foto de uma pessoa com uma auréola ao redor da cabeça ou alguém com as duas mãos juntas e impostas no peito, mas não é nada disso. Ou até pensamos numa pessoa com um grau de espiritualidade muito elevada. Realmente, esta é a idéia que muitas pessoas tem de santidade, algo visto, contemplado exteriormente; porém, a santidade começa no coração. Esta realidade vivida por muitos nos lembra a exortação que Jesus faz aos escribas e fariseus, que se preocupam com o exterior (leis, regras) mais do que com o interior (coração) Mt 23:25-29. Jesus mostra para aqueles homens que a pureza do homem começa no coração. O que é santidade? Podemos em poucas palavras definir: “É o que Deus espera de nós”. Santidade é viver em santificação. Santificação é ter uma vida separada do mundo de pecado, de uma vida que desagrada a Deus, que entristece o Espírito Santo que habita no interior de um servo arrependido, sem mágoa ou contendas. “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação. Dessarte, quem rejeita estas coisas não rejeita o homem, e sim a Deus, que também vos dá o seu Espírito Santo.” 1 Ts. 4:3-8 Para que sejamos uma geração que marca na hora da conquista, é imprescindível que vivamos a verdadeira santidade. Ninguém, na história da igreja, fez grandes conquistas sem viver a verdadeira santidade. A Igreja se encaminha por todo mundo para "fazer discípulos a todos" quando o Espírito faz fecunda a proclamação da Boa notícia do Reino de vida e santidade (cf. Mc 16, 15). Ele reveste o ser humano do "Homem novo" (Jesus Cristo), para que leve "uma vida verdadeiramente reta e Santa" (Ef 4, 23-24). Ontem como hoje, ele trabalha para que a Igreja por sua santidade se converta em "Evangelho vivo", anunciando que a obra do Ressuscitado é caminho de vida, de verdade e liberdade (cf. Rom 8, 21). Nós como os discípulos de Jesus sabemos que o caminho para a santidade não se pode impor a ninguém, embora tenha que se apresentar como um ideal atrativo, como um itinerário de maturação na fé, sempre possível com a ajuda da graça. Ao propor este ideal, queremos estar atentos às situações e aos processos particulares das pessoas e comunidades. Portanto, podemos falar sobre santidade como um processo na vida do cristão. Paulo diz, que por toda a nossa vida cristã, estaremos sendo aperfeiçoados. “Todos nós.. somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem”.(2Co 3:18). Gradualmente nos tornamos cada vez mais semelhantes a Cristo, conforme avançamos na vida cristã. A SANTIDADE NA BÍBLIA As Escrituras são abundantes em exortações à santidade. "Sede santos, porque eu sou santo". 1 Pedro 1:16. Somos exortados a levantarmos mãos santas em oração 1 Timóteo 2:8. É dever nosso, seguirmos a santidade, sem a qual nenhum homem verá a Deus. Hebreus 12:14. E outra vez, "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados". Efésios 5:1. Todas estas exortações à santidade são dirigidas aos crentes, e nos mostram que não somos pessoalmente santos. Somos santos em Cristo agora; e seremos santos pessoalmente quando glorificados, pois nossa glorificação será nossa santidade individual. Então, a Santidade é o principal atributo de Deus e uma qualidade a ser desenvolvida em seus seguidores. "Santidade" e o adjetivo "santo" aparecem muitas vezes na Bíblia. No Antigo Testamento, o primeiro significado de santidade é cortar ou separar. Fundamentalmente, santidade é um corte ou separação de algo impuro e consagração ao que é puro. No Antigo Testamento, santidade de Deus significa que o Senhor é separado de tudo o que é mal e corrompido (Jó 34:10). Seu caráter santo é o padrão de absoluta perfeição moral (Isaías 5:16). A santidade de Deus - sua majestade transcendente e pureza de caráter - é habilmente apresentada no Salmo 99. Os versos 1-3 retratam a distância de Deus das coisas terrenas, e 4-5 enfatizam sua separação do pecado e do mal. Também no Antigo Testamento Deus ordena a santidade nas vidas das pessoas. Através de Moisés, Deus disse a Israel, "Santos sereis porque eu o Senhor vosso Deus sou santo”. (Levítico 19:2). A santidade cerimonial do Antigo Testamento descrita no Pentateuco (os cinco primeiros livros do Antigo Testamento) incluía rituais de dedicação ao serviço de Deus. Assim sacerdotes e levitas eram santificados por um ritual complexo (Êxodo 29:1), como foram os hebreus nazireus (Números 6:1-21). Profetas como Eliseu (II Reis 4:9) e Jeremias (Jeremias 1:5) também foram santificados para um ministério profético especial em Israel. Mas o Antigo Testamento também dirige atenção para os aspectos íntimos, morais e espirituais da santidade. Homens e mulheres, criados à imagem de Deus, são chamados a cultivar a santidade do caráter de Deus nas suas próprias vidas (Levítico 19:2). No Novo Testamento a palavra para santidade significa um estado interior de liberdade de falha moral e relativa harmonia com a perfeição moral de Deus. A expressão "semelhança de Deus" contém o sentido da palavra original grega para santidade. Uma outra palavra grega descreve o conceito de santidade dominante no Velho Testamento como separação exterior do mundo e dedicação ao serviço de Deus. Porque os escritores do Novo Testamento assumiram o retrato de deidade do Velho Testamento, santidade é atribuída a Deus em poucos de seus textos. Jesus afirmou a natureza ética de Deus quando ensinou seus discípulos a orar que o nome do Pai deve ser honrado pelo que Ele é, "Santificado seja o teu nome" (Mateus 6:9). MISSIONÁRIOS DA CONSOLATA A CAMINHO… DA SANTIDADE O nosso Querido fundador Bem Aventurado José Allamano falava, “Meu pensamento principal, minha preocupação é a vossa santificação”. Segundo ele, é fazer a vontade de Deus. Ele exige a santidade e a exige de todos, também dos simples fiéis, que a podem alcançar mediante a observância dos mandamentos de Deus e da Igreja, a pratica das virtudes cristas e o cumprimento perfeito dos deveres do próprio estado. Muitas vezes, infelizmente, temos muitas frases do Padre Fundador que parecem como slogans e às vezes aparecem sem grande importância nas atividades de cada dia. Mas como eu já disse na introdução, às vezes é melhor de ser lembrado sobre as coisas que nós já sabemos. Então devemos perguntar-nos se se aplica a nós quanto foi dito sobre as atividades de fim particular do Instituto. Segundo O Padre fundador, <<Ninguém dá o que não tem. Podemos administrar um sacramento sem sermos santos, mas converter as almas, não. É a experiência diária feita pelos missionários na África: certas conversões só se conseguem com a santidade>>(cfr.VS 105). Na verdade, Para nós, Missionários da Consolata, redescobrir os caminhos da missão equivale a percorrer as sendas da santidade. É o mesmo caminho que leva a ambas. A relação entre santificação e missão coloca em evidência o fato de nem toda a ação missionária ser evangelizadora. Só a que prolonga o ser, o operar e o viver de Cristo é participação na sua ação de salvação. Só nos santificamos quando vivemos a nossa missão, que é sempre missão de testemunho e anúncio do Evangelho a todas as gentes. COMO PODEMOS REALIZAR A NOSSA SANTIFICAÇÃO? Então, esta pergunta me faz questionar qual é a verdadeira santidade entre nós missionárias da Consolata. Faz-me lembrar também o que o fundador falava aos primeiros missionários quando lhes dizia “alem disso como missionários, não deveis ser apenas santos mas santos em grau superlativo.....Não, todas as outras qualidades não bastam para fazer um missionário! È preciso ter santidade, grande santidade.”.(cfr.VS-103 ) Olhando também no apóstolo Paulo, encontramos que ele responde a essa pergunta de maneira muito didática. Primeiro, ele mostra como não se expressa a verdadeira santidade, e depois faz o oposto “Cuidado, que ninguém vos venha enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo”.(Col 1;8). A alerta de Paulo é contra o engano promovido pela vida de devoção. Muitas pessoas imaginam-se vivendo a verdadeira santidade pelo fato de expressarem, com muita intensidade, o comportamento religioso. Nos tempos de Paulo, as pessoas imaginavam que a verdadeira santidade era evidenciada se a pessoa fizesse distinção entre alimentos ou se ela prezasse o comparecer a eventos religiosos. A verdadeira santidade se expressa por meio do revestimento de Cristo. Aquele que é santo se torna, a cada dia, mais parecido com Jesus. Paulo enumera algumas das expressões da vida de Jesus. Ele diz que a verdadeira santidade se revela na misericórdia, na bondade, na humildade,na mansidão e na longanimidade. A misericórdia aponta para a compaixão de um ser humano para com outro. Aquele que é misericordioso nunca é acusador e nem crítico; antes, ele se oferece para ajudar e auxiliar aquele que está em situação de miséria. Por isso, ele é também bondoso. Sem dúvida, a bondade é um reflexo da humildade que existe no coração daquele que é santo. Ele sabe que o seu coração é enganoso, e que ele não é melhor do que qualquer outra pessoa. Antes, ele reconhece que é Deus quem o sustenta; por isso, ele também é uma pessoa mansa. A mansidão é uma característica na vida daqueles que reconhecem que suas vidas estão inteiramente nas mãos de Deus. Eles sabem que se algo não aconteceu do modo como eles esperavam, eles não devem se desanimar ou murmurar; antes, devem confiar em Deus, que faz todas as coisas de modo perfeito. Naturalmente, a mansidão conduz à longanimidade. Aquele que é verdadeiramente santo é paciente. Ele sabe que Deus vai fazer as coisas no tempo certo; por isso, ele descansa em Deus. Todas essas expressões existiam na vida de Jesus. Aquele que anda na verdadeira santidade as possui na sua vida, e a cada dia ele se torna mais parecido com Jesus. Aqui entra a questão da santidade e da comunidade. Na verdade, a santidade não é tarefa exclusivamente pessoal, mas também é um projeto comunitário de caminhada entre as pessoas. Isso mostra a necessidade e a importância de fortalecer e construir a santidade especialmente na caridade. Notamos que as constituições falam no plural: “a santificação dos membros”. Portanto, não somente de alguns, mas de todos. O fundador diz que nesta casa (casa de todos os Consolatas) o fim é a santificação de todos. Por conseguinte, além da santificação pessoal, cada um deve procurar a santificação dos outros, para poder alcançar o fim do Instituto. Ele continua assim, “quem não se santifica, além de prejudicar a si mesmo, prejudica também o instituto frustrando seu fim”(cfr.VS104). O que O fundador queria dizer é que precisamos ser testemunhas de amor. É na vida de comunhão que se jogam a credibilidade das nossas opções e a autenticidade da nossa caminhada para a santidade. Na vida de comunhão não escolhemos os companheiros com os quais morar, mas recebemos o convite a reconhecer, no rosto dos irmãos que estão ao nosso lado, a luz de Cristo. E a partir daqui que todos os membros devem e aprendem assumir a sua responsabilidade. Devemos também valorizar mais o amor profundo de Deus em nos salvar do pecado, e viver como povo grato (Tito2:11-14;3:4-7). Este importante trabalho não será feito por grandes projetos humanos nem à base de obrigação. A pessoa que medita todos os dias na santidade de Deus, que agradece pela graça de Deus na sua própria vida, que aprende a odiar o pecado como o Santo Deus o odeia, vai evangelizar sem ninguém pedir. Se você não sente a vontade de ensinar aos outros, é porque você não valoriza a santidade de Deus, e não acredita na profundidade do pecado do homem. O nosso fundador falando sobre este assunto, dizia que a santidade consiste em duas coisas; não praticar nenhum mal e realizar todo o bem possível. Enfim ele continua; precisamos afastar-nos do mal, não somente evitado os pecados mortais mas também os veniais deliberados. Ainda ele falava, para combater e corrigir os próprios defeitos. Quem não agisse desta forma, certamente não estaria trilhando o caminho da perfeição. Ainda para enfatizar mais, ele fala que os missionários devem possuir uma santidade especial, inclusive heróica, e ocasionalmente, também extraordinária, capaz de operar milagres. (Cfr VS 112.) O discípulo de Jesus Cristo sabe que o caminho para a santidade não se pode impor a ninguém, embora tenha que apresentar como um ideal atrativo, como um itinerário de maturação na fé, sempre possível com a ajuda da graça. Ao propor este ideal, queremos estar atentos às situações e aos processos particulares das pessoas e comunidades. Acompanhar o crescimento integral e a maturação da fé das pessoas exige hoje que os responsáveis pela evangelização exerçam uma liderança espiritual, que não se mede com as categorias das lideranças do mundo, já que se apóia no testemunho, no serviço e na entrega, a exemplo de Jesus, Bom Pastor. A fecundidade desta tarefa dependerá da maturidade humana, espiritual, pastoral e profissional dos encarregados das comunidades. A qualidade de sua liderança sob a moção do Espírito Santo será determinante para alcançar nos grandes ideais como a “comunhão", a "participação",e o caminho para a santidade. A Igreja também nos lembra que "Os seguidores de Cristo são chamados por Deus não por suas obras, mas segundo seu desígnio e sua graça. Eles são justificados no Senhor Jesus pois pelo batismo da fé, se tornaram verdadeiramente filhos de Deus e participantes da natureza divina e, portanto, realmente santos. É, pois, necessário que eles, pela graça de Deus, guardem e aperfeiçoem em sua vida a santidade que receberam.” (LG 40). Também ela nos continua falando, que “Os esposos e pais cristãos, por sua vez, devem seguir o próprio caminho, em amor fiel. Ajudem-se mutuamente a conservar a graça no decurso de toda a vida. Impregnem a prole amorosamente recebida de Deus com as doutrinas cristãs e as virtudes evangélicas.” (LG 41). Portanto, podemos dizer que a santidade nasce da comunhão profunda com Cristo e a vitalidade missionária depende da força da fé em Cristo; e toda a fraqueza de fé nele provoca um decréscimo no empenho pela missão que precisa de vontade perfeita. Então cada um de nos é chamado para ter o desejo e a vontade de se santificar. Sem isso, nunca fará nada. Essa vontade perfeita significa: “vontade forte, decidida, enérgica, vontade de ferro”.(cfr VS 134). Infelizmente, muitas vezes, somos inconstantes por natureza humana. Às vezes por desânimos caímos fora desse caminho de santidade. Mas uma coisa muito importante desse caminho é não desanimar em razão das nossas fragilidades ou pelo fato de estarmos ainda longe daquela perfeição a que aspiramos com todo nosso esforço e sinceridade. Precisamos entender a diferença de ser uma pessoa perfeccionista e uma pessoa santa. As perfeccionistas pensam que a perfeição consiste em não ter defeitos , vícios fraquezas ou pecados mas para os santos, a santidade consiste em abrir-se para o amor. A santidade também consiste na abertura para os outros, e para Deus: o Outro pelo amor. O santo reconhece sua condição de pecador, admite sua incapacidade de se salvar por si mesmo e se abre para Deus, aquele de quem espera obter o perdão e a salvação enquanto a busca da perfeição tende a fechar a pessoa sobre si mesma fechando-a para Deus e para os outros. Orgulhoso, o perfeiccionista vive num mundo onde tudo gira em torno do seu próprio eu onde não há lugar para o outro e para os outros. O santo ao em vez não se sente humilhado pelo pecado mas aceita ser pobre, frágil, limitado e sabe-se amado em sua pequenez. As quedas não roubam a esperança. E então, a busca de santidade consiste numa descida rumo a uma radical humildade. CONCLUSÃO É claro que Somente DEUS É SANTO em sua plenitude, mas, Ele exige que todos nós sejamos como Ele é, pois diz: “Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o SENHOR, vosso Deus.”( Levítico 20:7.) “Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” (1 Pedro 1:14-16.) Vemos que Deus exige a santidade dos vivos e nunca na Bíblia vemos alguma declaração de santidade àqueles que já morreram. É muito clara a declaração do apóstolo Pedro para não nos amoldarmos às paixões (pecados) da vida anterior, quando não tínhamos o conhecimento de Jesus como nosso Salvador e Senhor. É comum que pessoas sem o conhecimento do verdadeiro Deus fiquem desesperadas em certas situações ou até com medo do futuro, entrem num estado de depressão e chegarem até ao cúmulo do suicídio: por falta de esperança ou de motivação pela vida, tudo fica sem sentido. Eu costumo dizer que a depressão é doença de gente rica, pois, depois de conseguirem o que querem, continuam insatisfeitas, pois o único que pode preencher o vazio tanto do rico quanto do pobre é Jesus (Deus). O único que coloca todos nós nas mesmas condições ou no mesmo nível é JESUS. Não é ter uma religião, não é ter um status, não é ter uma vida honesta, não é ter uma boa família, não é ter uma vida financeira estável e assim por diante... pois encontramos pessoas de todas as camadas e religiões em depressão e muitos se suicidam. É um paradoxo falar de uma pessoa religiosa não ter encontrado Deus, mas, infelizmente nossa Igreja está cheia destas pessoas que não tomaram uma posição, até mesmos líderes, onde, de vez em quando acontecem os escândalos ou pessoas que nos surpreendem cometendo coisas absurdas, voltadas às práticas antigas, como diz o experiente Apóstolo Pedro: “Com eles aconteceu o que diz certo adágio verdadeiro: O cão voltou ao seu próprio vômito; e: A porca lavada voltou a revolver-se no lamaçal.” 2 Pedro 2:22. Tem conserto ou retorno para estas pessoas? Sim, através do arrependimento sincero e de uma vida de SANTIDADE. Santidade é algo que acontece diante de Deus, na intimidade, é por isso que Davi disse para Deus: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu interior, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.” (Sl. 139:23-24) e também “Cria em mim, ó Deus, um interior puro e renova dentro de mim um espírito inabalável.” (Sl. 51:10). Vida de Santidade é tão séria, que a própria Palavra de Deus diz: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb. 12:14). Gostaria de terminar essa reflexão com essas palavras proclamada pelo Papa Bento XVI durante a celebração da Solenidade de Todos os Santos este ano: “Todo ser humano é chamado à santidade, O cristão, reconheceu, «já é santo, pois o Batismo lhe une a Jesus e a seu mistério pascal, mas ao mesmo tempo tem que chegar a ser santo, conformando-se com Ele cada vez mais intimamente». Por isso, advertiu ante o perigo de cair em um equívoco: «Às vezes pensa-se que a santidade é um privilégio reservado a alguns poucos eleitos – advertiu –. Na realidade, chegar a ser santo é a tarefa de cada cristão, mais ainda, poderíamos dizer, de cada homem!». «Todos os seres humanos estão chamados à santidade que, em última instância, consiste em viver como filhos de Deus, nessa “semelhança” a Ele, segundo a qual, foram criados» «Todos os seres humanos são filhos de Deus, e todos têm que chegar a ser o que são,através do caminho exigente da liberdade». «Deus convida a todos a formar parte de seu povo santo. O “Caminho” é Cristo, o Filho, o Santo de Deus: ninguém pode chegar ao Pai se não por Ele» “ |
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