Sorridente e afável, de feições bem arredondadas, Marcos Coelho é um jovem feliz e moderno. Com 28 anos, possui um longo currículo, em que se destaca o curso de Teologia, que frequentou em Roma. Mas sobretudo é possuidor de uma ampla experiência no mundo juvenil, como professor de Educação Moral e Religiosa Católica. Afeiçoado das novas tecnologias, gosta de comunicação, nomeadamente na área do cinema.
Longo caminho percorrido
Depois dos três anos passados no meio estudantil, regressa aos Missionários da Consolata com a renovação da profissão religiosa. “Não é senão seguir e confirmar a minha vocação baptismal, que me leva à doação de mim mesmo aos outros”, afirma o jovem missionário. Professar numa congregação ou insti tuto não é apenas “uma espécie de contrato”. É dedicar a vida para servir a missão. E interroga: “Desde quando se faz um contrato para ser feliz?”. Marcos Coelho percorreu um longo caminho de discernimento. Primeiro nos longos anos de seminário e depois no meio dos jovens. Hoje “quero dizer um «Sim» definitivo e consciente a uma vida que me leva a ser feliz na doação aos outros”. Acompanhar os jovens ajudou-o a compreender “a importância do «outro» e a responsabilidade que devemos ter na educação e crescimento dos outros a todos os níveis”. A opção de Marcos firma-se em Deus. “O que me leva a seguir este caminho é acreditaremDeusquenosamaequerque todos sejamos felizes”, confessa o jovem. É uma alegria transbordante: “Como não anunciar aos quatro cantos do mundo a alegria interior que não acaba, apesar das batalhas do quotidiano!? Quem não quer ser feliz!?”.
Conhecedor do caminho que pisa
O jovem missionário não é um iludido ou alucinado. Conhece bem o caminho que pisa. “Pude passar por muitas das experiências que um jovem hoje em dia passa”. Seja a nível pessoal como profissional. “Conheço as dificuldades e os desafios do quotidiano”, afirma convicto. “Nãopretendoensinaromesmocaminho a ninguém”, explica. “Mas in sistir que o caminho individual poderá ser bem mais leve se acreditarmos na felicidade que ele nos pode proporcionar”. O sonho de qualquer missionário é anun ciar Jesus Cristo. “Estou consciente que o trabalho missionário hoje se faz nos mais variados campos. Gostaria de anunciar o caminho de Jesus. Ele leva à verdadeira felicidade”.
Marcos Coelho já é membro do Instituto Missionário da Consolata de pleno direito. O jovem fez a profissão religiosa a 17 de Fevereiro, na comunidade de Águas Santas numa celebração presidida pelo vice - superior geral, Stefano Camerlengo em que concelebrou, também, o conselheiro para a Europa, Francisco Lopez. “Faço a Deus votos de pobreza, castidade e obediência”, afirmou. “Desejo responder ao chamamento do Espírito Santo”, declarou ainda perante a família e a comunidade. “Peço-vos para me consagrar a Cristo e ao reino, para fazer a profissão neste Instituto”, declarou o professo durante a cerimónia dos votos. Assinado por um ano e renovável até à profissão perpétua antes da ordenação sacerdotal, o compromisso foi selado com um acto simbólico: a entrega das Constituições da Consolata ao jovem. |