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Vocação e Missão PDF Stampa E-mail
Scritto da P. Jaime Patias, imc   
Image“Vocações ao Serviço da Igreja – missão” é o tema da mensagem que Bento XVI escreveu para o 45º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, marcado para 13 de Abril. Na mensagem o Papa afirma que “a Igreja é missionária em toda a sua dimensão e em todos os seus membros”, pois pelos sacramentos do Batismo e Confirmação, “todo o cristão é chamado a testemunhar e a anunciar o espírito”, desenvolvendo a “dimensão missionária”, mas que assume “especial ligação à missão do sacerdócio”. A mensagem recorda dos homens e mulheres que dedicam a sua vida a Deus, “aqueles que são chamados, são escolhidos e enviados em Seu nome, na missão de serem profetas e sacerdotes”.

Entre os que dedicam a sua vida ao serviço total a Cristo, “há um grupo particular de padres, os administradores dos Sacramentos, em especial da Eucaristia e Reconciliação, dedicados aos doentes, aos que sofrem, aos pobres e àqueles que atravessam tempos complicados”.


O Papa enaltece também o papel que “muitos homens e mulheres assumem dedicando totalmente a sua vida a Cristo”, professando votos de castidade, pobreza e obediência. “Homens e mulheres que pertencem a congregações de vida contemplativa ou na vida ativa, prestam um papel essencial na evangelização do mundo” e conclui a sua mensagem referindo-se ao papel das famílias cristãs e das comunidades. “Para que a Igreja possa continuar a desenvolver a sua missão e para que nunca faltem os evangelizadores que o mundo precisa, as comunidades cristãs não devem parar de comprometer e apostar numa educação cristã dos seus filhos e desenvolver a fé dos adultos”. “O sentido de responsabilidade missionária ativa e participação na sociedade deve ser mantido bem vivo em cada comunidade”, pois o “dom do cristão é ser chamado a contribuir para a evangelização”.

Nesse contexto encontra-se a vocação dos leigos missionários, homens, mulheres, casados ou solteiros, adultos ou jovens, adolescentes e até crianças que respondendo ao chamado de Deus para a Santidade, pelo batismo, assumem a missão com maior seriedade por que entendem que todo o batizado é discípulo missionário. Cresce no mundo os grupos e associações de leigos, que se dedicam à causa missionária no interior e além-fronteiras de suas comunidades. Muitos pedem para participar do carisma, da espiritualidade e da missão dos Institutos e Congregações missionárias Ad Gentes.

À luz do Documento de Aparecida, a realização do 2º Congresso Missionário Nacional, de 1º a 4 de maio, deve avaliar a missão da Igreja no Brasil e propor caminhos para passar “do Brasil de batizados ao Brasil de discípulos missionários sem fronteiras”. O evento nos prepara para o 3º Congresso Missionário Americano (CAM 3 – Comla 8). Nessa linha de reflexão, publicamos, nesta edição o artigo sobre a Missão Ad Gentes como “missão para a humanidade”, uma visão da sociedade mundial como “família humana universal”. Ajudar a Igreja a perceber-se como assembléia dos vocacionados e vocacionadas para a missão universal é resgatar a sua verdadeira identidade. No nome próprio da Igreja, Ecclesia, está indicada sua íntima fisionomia vocacional, porque ela é verdadeiramente “convocação”, “Assembléia dos Chamados”. A vocação e a Missão estão profundamente interligados: a vocação ao discipulado missionário é convocação para a comunhão na Igreja (DA, 171) e a comunhão é essencialmente missionária. Nenhum chamado é dispensado do envio e todo enviado deve antes ser convocado, vocacionado. Neste sentido, Aparecida, nos lembrou que, para o batizado, a Missão não é fator opcional. Isso diz respeito à identidade íntima da Igreja, que é, “por sua natureza, missionária” (AG 2). Discipulado e Missão, chamado e envio, seguimento e anúncio, constituem uma dimensão essencial da natureza cristã, do mistério da Igreja.


Jaime Carlos Patias, imc mestre em Comunicação e diretor da revista Missões. Co-autor do livro Comunicação e Sociedade do Espetáculo. Paulus 2006.
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Missione Oggi

Storia e modelli della presenza missionaria della Chiesa
Premessa

Il secolo scorso ha conosciuto un notevole impulso della coscienza missionaria della chiesa1 . Merito delle scuole missiologiche, soprattutto di Münster e di Lovanio, ma anche delle grandi encicliche missionarie: Maximum illud (1919), di Benedetto XV; Rerum Ecclesiæ (1926), di Pio XI; Evangelii praecones (1951) e Fidei donum (1957), di Pio XII; Princeps pastorum (1959), di Giovanni XXIII. Ne sono rimasti contagiati anche gli storici della Chiesa, che hanno rivalutato la storiografia missionaria, da edificante agiografia romantica di stampo eurocentrico a storia dell’evangelizzazione, dando più risalto ai popoli evangelizzati, con la loro identità culturale e religiosa.
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