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Declaração dos Filhos da Terra Stampa E-mail
Scritto da Egon Heck - Cimi   
ImageNum importante documento dirigido aos Povos do Mundo, aos governos dos países andinos e latino-americanos, aos governos da União Européia e à opinião pública internacional, os povos indígenas reunidos em Lima, Peru reafirmam, uma vez mais, sua contribuição na construção de alternativas políticas, sociais e econômicas, nesse momento de grave crise sócio ambiental e civilizatória.

Diante disso proclamam:


“É a hora de nossas alternativas: Estados Plurinacionais e Bem Viver/Viver Melhor, para incorporar e proteger a imensa diversidade natural, social e cultural em que habitamos, e Acordos de Associação União Européia e Comunidade Andina de Nações(AAUE-CAN) tampouco pode ignorar essa encruzilhada e pretender negociar novas cadeias de opressão com governos, partidos e políticos, que fazem o contrário ao que se comprometeram AL ser eleitos e que estão incapacitados para oferecer garantias a qualquer compromisso sobre nossos territórios, bosques, montanhas, águas ou biodiversidade, a não ser ao custo de novos genocídios ou etnocídios”.

O encontro deixa claro que os povos nativos do continente e seus aliados passaram da resistência à proposição de alternativas.

Nossas propostas, alternativas e exigências

• A União Européia reconheça e repare a dívida histórica, ambiental, social, cultural, deixada por seus antecessores, os senhores feudais de Castilla e que hoje agravam as corporações transnacionais.

• Construção de Estados Plurinacionais com base comunitária, ante o fracasso em Abya Yala dos estados Uni Nacionais privatizadores, depredadores e criminalizadores. Os direitos coletivos são a garantia para os direitos individuais e se é possível uni-los, assim como unir a democracia comunitária com a participativa e representativa e a Unidade na Diversidade. Reclamar igualdade quando a diferença inferioriza e diversidade quando a “igualdade” invisibiliza.

• Construção de sistemas sociais do “Bem Viver/Viver Melhor”(Sumaq Kawsay eb Quechua e Sumaq Qamaña em Aymara) baseados na reciprocidade entre humanos e com a mãe terra e não no suicídio planetário da mercantilização da vida.

• Respeito à nossa proteção milenar de Territórios e Pachamama(mãe terra), detendo toda invasão extrativista(mineral, hidrocarburífera, hidroelétrica, madeireira, agro-combustíveis) em que não tenha sido consultados os filhos da terra através de nossas comunidades. Alto à catástrofe no Peru com mineradoras em cima da metade das 6000 comunidades andinas nas cabeceiras de bacias de água para a costa, e companhias petrolíferas em 70% da Amazônia e sobre mais de 1000 comunidades.

• Anulação das leis e projetos de lei e projetos de suposta ‘cooperação’ que pretendem parcelar, individualizar, privatizar, ‘reflorestar’ nossos territórios comunitários, com apoio do Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento e Banco Europeu de Investimentos(através de IIRSA) porque essa mercantilização da Vida é a que está levando ao suicídio a humanidade.

• Aplicação da Declaração da ONU e Convenio 169-OIT sobre Direitos dos
Povos Indígenas Originários, para respeitar nosso Direito Maior (distinto do eurocêntrico direito positivo) e nossos direitos coletivos (Território, Consulta,Políticas Interculturais) e nossa identidade como Povos (pré-existentes aos atuais Estados) como nossa capacidade de basear-nos em nossas raízes e irmandade com a mãe terra, parapoder interagir de forma autônoma e crítica com as sociedades do mundo. Não existe interculturalidade possível sem Pluri Nacionalidade Comunitária e muito menos se a educação bilíngüe segue marginal e depende das ‘decisões’ de projetos do Banco Mundial ou similares. O Sistema de Saber reflete o sistema de Poder.

• Detenção do processo autoritário de criminalização e respostas para-militares de toda defesa de nossas comunidades, culturas e Mãe Terra e que a União Européia comunitária não avalize, encubra ou minimize aqui o que diz respeitar em seus países.

• Direitos humanos para nossos irmãos que foram expulsos de nossas terras pelo neoliberalismo excludente e que para sobreviver tem migrado para a Europa, enriquecendo-a com seu trabalho e culturas. Não à xenofobia, racismo, discriminação trabalhista, social e cultural na Europa

• Respeito ao patrimônio intelectual, natural e cultura de nossos povos, devolvendo Europa os produtos culturais que levaram à força e retirando de qualquer negociação o acesso a nossos recursos biogenéticos e conhecimentos tradicionais.”

Terminam o documento solicitando aos delegados da Cumbre dos governos que recebam uma delegação dos Povos e Comunidades Originárias Indígenas para lhes expor as preocupações e propostas.

Convidam “para tirar lições dos processos de nossos irmãos de Bolívia e Equador e a necessidade de construir novas formas de organização política autônoma de nossos Povos e Comunidades, baseadas em nossas raízes e princípios de Territorialidade, Comunidade, Reciprocidade, deixando de ser ‘escadas’ para os apetites do poder venha de onde vier. Ante o desencanto e fracasso da ‘politicagem’ mestiça e eurocêntrica, é a hora da política dos filhos da terra, do Mandar Obedecendo e que a espiritualidade e cultura se reencontrem com a política”

Entram em cena os governos

Começam chegar hoje os Presidentes e representantes dos países andinos, latino americanos e da União Européia para o V Encontro dos Chefes de Estado e de Governo da America Latina, Caribe e União Européia.

Em Lima o trânsito nesta véspera está um caos. Porém a decretação de feriado para os dias da Cumbre Oficial, pretende dar tranqüilidade às autoridades que estarão chegando. Para a Cumbre de los Pueblos, alguns serão bem vindos e outros mal vindos. Alguns, como Evo Morales prometeram ir direto do aeroporto à Cumbre de los Pueblos.

O governo de Alan Garcia, país anfitrião, é considerado um dos mais alinhados com o imperialismo norte americano e europeu. Ficou conhecido pela sua feroz repressão aos movimentos sociais, em especial o movimento indígena, ficando famosa sua afirmação para a ação da polícia “atuem e depois pensem”. E a tolerância zero, com os protestos e manifestações populares. A imprensa local dá uma dimensão do super aparato de segurança: 13 mil policiais mobilizados e 5.500 bombeiros de prontidão.
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Missione Oggi

La Parola di Dio nella vita e nella missione della Chiesa
La mia riflessione sulla centralità della Parola di Dio nella vita e nella missione della Chiesa è anzitutto quella di un pastore, che attinge certamente al suo cammino di teologo al servizio della Verità che libera e salva, ma soprattutto parla in rapporto ai molteplici vissuti umani che continuamente incontra e a cui annuncia la Parola della fede. È tenendo conto di questi vissuti che vorrei articolare le mie considerazioni costruendo una sorta di “menorah” dello spirito, un settenario ispirato al candelabro sacro, che arde nel Santuario di Dio, per aiutarci a illuminare gli scenari del tempo e gli scenari del cuore con la luce della Parola. Partendo dall’attesa della Parola, dal bisogno cioè di una rivelazione che rompa il silenzio del mondo e delle sue solitudini, vorrei riflettere sul Verbo rivelato anzitutto nel suo carattere di buona novella per tutte le solitudini, per fermare quindi la riflessione sull’evento che ha inondato il silenzio dell’intero creato e ha aperta la possibilità della comunicazione trasformante con l’Amore eterno: “Deus dixit!” – “Dio ha parlato!”.
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