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| A vivência de comunidade segundo o Pentecostes |
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| Scritto da p. Guillermo Pinilla, imc | |
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A raiz da missão está na nova experiência de Deus como “Abba, Pai”. A plataforma donde se parte para a missão está na comunidade, que vive a nova fraternidade. Pois, na época de Jesus tinha-se um duplo cativeiro a marcar a vida do povo. O cativeiro da religião oficial, mantida pelas autoridades religiosas da época, e o cativeiro da politica de Herodes, apoiado pelo Império Romano e mantida através de um sistema social bem organizado de exploração e repressão. Devido a isso, uma grande parte do povo vivia excluído, marginalizado e sem ter um lugar na religião e na sociedade, situação contrária à fraternidade que Deus sonhou para todos. Diante desta situação, e tendo presente a nossa realidade actual tanto a nível social, bem como, na sociedade e na vida das nossas comunidades religiosas locais partindo de uma experiência de vida, na qual Jesus continua a falar e a actualizar no nosso meio. Em nome de Deus, tomou posição em defesa da vida e definiu a sua missão da seguinte maneira:» O Espírito do senhor está sobre Mim, porque Ele Me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres, enviou-me a proclamar a libertação aos presos, a recuperação da vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos e proclamar um ano de graça da parte do Senhor» (lc.4,18-19) . A missão que a comunidade recebe de Jesus é a mesma que Jesus recebeu do Pai: «Como o Pai Me enviou assim Eu vos envio» (Jo.20,21). O que é que significa isto concretamente? No Evangelho de Marcos encontramos uma ajuda para a resposta. Descrevendo o início da missão de Jesus, ele enumera os pontos principais que devem caracterizar a missão de uma comunidade cristã (Mc1,16-45). Poderemos encontrar alguma sintonia com marcos ao confrontarmo-nos com nossas comunidades. Apresento-lhes sete pontos para alumiar a chegada do Pentecostes; onde uma comunidade critica pode combater o mal e dedicar-se ao serviço dos irmãos, permanecendo unidos na missão inclusive com os nossos irmão que marginalizamos ou se marginalizam da realidade que hoje a região pode viver. 1. A primeira coisas que Jesus faz, é chamar pessoas para o seguirem, criar uma comunidade (Mc.1,16-20). O primeiro objectivo da missão é congregar as pessoas à volta de Jesus, viver os princípios que Ele ensinou. Olhando para o nosso carisma, congrega pessoas de diferentes línguas e nações para formar o primeiro objectivo da missão, ou seja, testemunhar o mesmo estilo de vida que somos chamados a viver. 2. Uma das coisas que o povo percebe é a diferença entre o ensino de Jesus e o dos escribas; pois o povo tem uma consciência crítica especialmente no tocante aos desafios dos tempos. Não e fácil poder chegar a perceber outras formas de vida, costumes, culturas, mais o ideal de levar a Boa Nova, o exemplo de vida comunitárias, é ter como centro o Ressuscitado que assumimos em nossa consagração; como missionários, temos consciência crítica e construtiva da nossa vivência em comum? 3. Jesus realizou muitos milagres, alguns deles é a expulsão de um espírito impuro (Mc.1,23-28). Poderíamos questionar quantos espíritos impuros temos nas nossas comunidades e de que maneira está-mos a combatê-los; pois faz parte da missão combater tudo aquilo que nos divide especialmente as pessoas com que vivemos no dia-a-dia. Por isso devemos combater o poder do mal e alimentar a vida da esperança, do diálogo, da compreensão. Olhemos um bocado, a nossa finalidade em meio do povo é ser testemunhas do Evangelho e não sempre da resultado só falar onde poderemos pôr as nossas obras? 4. Quando Jesus curou a sogra de Pedro; ela levantou-se e começou a servir. Um dos elementos principais da missão é prestar serviço aos outros, pobres, doentes, viúvas, órfãos, ricos, etc. Hoje a realidade é levar a bom termo a consolação como filhos da Consolata, desde o serviço, é restaurar a vida para o serviço. 5. Jesus levantou-se cedo para poder rezar num lugar deserto (Mc.1,35). Após um dia de muito trabalho, muitas preocupações, escuta as pessoas que desejam falar com o padre, irmão, animador vocacional, etc; e que chega a até altas horas da noite. Onde poderemos encontrar a unidade com o Pai; pois muitas vezes não temos tempo para um encontro pessoal; como poderemos viver a unidade com os demais? A comunidade exige-nos permanecer unidos à fonte da Boa Nova que é o Pai, através da oração. 6. Os discípulos gostaram do resultado e queriam que Jesus voltasse. Mas Ele seguiu adiante. Faz parte da comunidade, o não se fechar no resultado já alcançado, mantendo viva a consciência de que fomos chamados para a missão. Missão essa, que anima e dá a possibilidade de reconhecer os grandes sinais dos tempos que a nova Evangelização nos pede. 7. Jesus cura um leproso e pede que ele se apresente ao sacerdote para poder ser declarado curado e volte a conviver com o povo (Mc.1,40-45). A comunidade tem que ser acolhedora, livre de todos os preconceitos que muitas vezes condenam e marginalizam os irmãos que ainda não se conhecem. Hoje a comunidade pede-nos um acolhimento sincero e pessoal tal como Jesus o fez com a primeira comunidade dos Apóstolos, indicando-nos o caminho a seguir partindo do nosso carisma. Carros amigos, Apresento-lhes estes sete pontos, tão bem conhecidos por cada um de vós, identificando o objectivo da missão de Jesus: «Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância» (Jo.10,10). Estes mesmos sete pontos podem servir como avaliação, revisão para a convivência das nossas comunidades locais. Não podemos deixar que o medo nos leve a ser indiferentes no relacionamento com os nossos irmãos. Convido-os melhorar, a partir da unidade, o nosso estilo de vida para que possa corresponder ao objectivo da missão em Jesus. Bons êxitos. |
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