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Emoção e entusiasmo na missa de abertura do CAM3-Comla8 Stampa E-mail
Scritto da CNBB   
ImageO Coliseo General Rumiñahui ficou lotado para a missa de abertura do 3º Congresso Americano Missionário (CAM3) e 8º Congresso Missionário Lationo-americano (Comla8), em Quito (Equador), na tarde de terça-feira. Mais de 3 mil pessoas participaram da celebração e mostraram muita animação, que se manifestou logo no início ao cantar hino do Congresso interpretado pelo seu autor. América com Cristo: escucha, aprende y anuncia. Este era o som que ecoava no Coliseu, acompanhado de sorrisos, agitos de bandeiras e muitas palmas.

Presidida pelo enviado especial do papa, cardeal Nicolás de Jesús López Rodríuez, a missa demorou mais de duas horas e foi marcada pela participação popular. “Escuta o grito dos oprimidos, dos pobres, dos crentes e não crentes. Escuta que todos somos irmãos”, disse o cardeal ao se referir ao tema do Congresso. “Aprende, gravando no coração, o que estão ouvindo e vendo”, completou.


Segundo o cardeal, a Igreja tem uma ocasião irrenunciável de levar o evangelho de Jesus a todas as nações. “A Igreja nasceu do discipulado de Jesus, missionário por excelência”, recordou. “Deixar-se levar pelo Espírito é estar em todos os espaços da sociedade e deixar-se apaixonar por Jesus Cristo”.

Em sua mensagem aos participantes do Congresso, o papa Bento XVI encorajou os missionários, conclamando-os a assumir o compromisso de evangelizar a todos. “O serviço mais importante é o anúncio claro e humilde de Jesus Cristo”, disse o papa na mensagem lida pelo núncio apostólico do Peru. “Diante das dificuldades, de um ambiente hostil e da escassez de resultados espetaculares, convido-os a não se deixarem vencer pelo medo nem se arrastar pelo desânimo”.

O arcebispo de Quito, dom Raúl Eduardo Vela Chiriboga, ao saudar o enviado especial do papa, cobrou coerência no testemunho dos cristãos. “O que nos falta é coerência entre o pensar e o agir. Somos fracos e temos traído o Senhor”, disse. “Senhor, cuida de nossa pátria do Equador porque estamos numa situação delicada. Não podemos trair o Senhor”, afirmou com voz forte, seguida de longo aplauso pela assembléia.
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