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2 Tema - Consolaçäo no Novo Testamento PDF Stampa E-mail
Scritto da P. Mario Barbero, imc   

CONSOLAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO

1. PUXAR O FÔLEGO

O termo hebraico “consolar-consolação” provém da raiz nhm, que significa, antes de tudo: “respirar profundamente, gemer”; e, em sentido causativo, “fazer respirar”, “fazer puxar o fôlego” numa situação dolorosa, numa situação de medo (assim os irmãos de José, cheios de espanto, na presença do irmão, após a morte do pai: cf. Gn 50, 14-21). CONSOLAR é ajudar uma pessoa deprimida, oprimida e esmagada, porque não consegue mais puxar o fôlego; é ajudá-la a respirar novamente. A etimologia hebraica sublinha este aspecto físico-psicológico da consolação: fazer respirar, trazer alívio. Mais ainda: os termos gregos “parakaleo, paraklesis” sublinham o aspecto de encorajar, exortar, apoiar, confortar os que sofrem. De fato, o encorajamento e a exortação nos fazem sentir a solidariedade, nos ajudam a superar a solidão, nos aliviam e consolam.

2. VISÃO DE CONJUNTO

A CONSOLAÇÃO é anunciada pelos profetas como característica da era messiânica (cf. Is 40,1) e devia ser trazida pelo Messias (cf. Lc 2,25). A consolação consiste essencialmente no fim da provação e no início de uma era de paz e de alegria (cf. Is 40,1s; Mt 5,5). Porém, segundo o Novo Testamento, o mundo novo já existe no mundo antigo; o cristão, unido a Cristo, é consolado exatamente em seu pleno sofrimento (cf. 2 Cor 1,4-7; 7,4; Cl 1,24). Esta consolação não é recebida de forma passiva; ela é ao mesmo tempo conforto, encorajamento, exortação (conceitos expressos pela única palavra grega “paraklesis”).

A única fonte da consolação é Deus (cf. 2 Cor 1,3-4) por meio de Cristo (2 Cr 1,5) e de seu Espírito (cf. At 9,31) e o cristão deve comunicá-la (2 Cor 1,4-6; 1 Ts 4,18). Entre as causas da consolação, o Novo Testamento cita o progresso da vida cristã (2 Cor 7,4-6), a conversão (2 Cor 7,13), a Escritura (Rm 15,4). A consolação é fonte de esperança (Rm 15,4). Os ricos recebem sua consolação já neste mundo (Lc 6,24), ao passo que o mendigo Lázaro é consolado no seio de Abraão (Lc 16,25).

[Nota: Fiz esta síntese a partir da nota da Bíblia de Jerusalém, em 2 Cor 1,3. Consultando assiduamente esta Bíblia, fico cada vez mais admirado e entusiasta ao constatar a riqueza de notas, tanto das temáticas quanto das outras colocadas à margem, da Bíblia de Jerusalém e da TOB. São verdadeiras minas de informação bíblica, teológica e espiritual; basta ter a paciência de ler os textos bíblicos a que tais notas fazem referência.]

3. ALGUNS ASPECTOS DE CONSOLAÇÃO

O Paráclito – No Evangelho de João o termo “consolador” é aplicado especialmente ao Espírito Santo, chamado “paráclito, defensor, advogado”. O termo é tomado da linguagem jurídica e designa aquele que se coloca ao lado do acusado, para ajudá-lo a defender-se: esta é, sem dúvida, uma função de consolação, de apoio (cf. Jo 14,16-17.26; 15,26; 16,7).

Se pensarmos nas grandes dificuldades que os primeiros discípulos encontraram para dar testemunho de Jesus num mundo hostil (João representa esta luta na figura de um processo judicial), percebe-se que eles conseguem sobreviver unicamente porque sustentados por este
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“advogado” divino. A assistência do Espírito exprime-se mediante a compreensão da verdade (cf. Jo 16,13) e do testemunho dado a favor de Cristo (cf. Jo 15,27). João, ao invés, na sua primeira carta, aplica o termo “paráclito” a Jesus (cf. 1 Jo 2,1).

4. CONSOLAÇÃO-TRIBULAÇÃO (2 Cor 1,3-7)

Este texto nos é familiar, porque constitui a segunda leitura da missa da festa da Consolata. Os termos “consolar-consolação” são citados dez vezes ao longo de cinco versículos. Paulo joga sobre a oposição “consolação-tribulação” (as provações, perseguições, tentações do apostolado, a tribulação é a pena do parto, tribulação da era escatológica). Não há vida cristã e apostólica sem sofrimento, sofrimento que consiste em associar-se à paixão de Jesus. Quem se associa à paixão, tem a certeza de associar-se à vitória. O apóstolo pode suportar as tribulações e consolar os outros, porque é sustentado e confortado por Cristo.

5. PRIMEIRA AOS TESSALONICENSES: CARTA DE CONSOLAÇÃO

A primeira aos Tessalonicenses, cronologicamente, é a primeira das cartas de São Paulo que chegou até nós. Pode ser considerada, em sua totalidade, uma carta de consolação. Paulo teve que deixar prematuramente a recém-nascida comunidade de Tessalônica (cf. At 17,1-10) e agora está preocupado – ele que se sente mãe e pai daquela comunidade – temendo que as tribulações a façam sucumbir. De Atenas envia então Timóteo, para confortar os membros da comunidade e para colher notícias (cf. 1 Ts 3,7). Quando Timóteo regressa da viagem e alcança Paulo em Corinto, levando boas notícias da igreja de Tessalônica, Paulo sente-se confortado (cf. 1 Ts 3,11). Toda a carta é assinalada pelo tema da consolação. Paulo, preocupado, procura consolar e sustentar a jovem comunidade, enviando-lhe Timóteo. Os Tessalonicenses, com sua perseverança na fé, são motivo de consolação para Paulo.

[Nota: Proponho que se leia todo o capítulo terceiro, para saborear a relação de afeto entre Paulo e os Tessalonicenses, bem como a consolação recíproca.]

Na 1a. aos Tessalonicenses (1 Ts 4,3-18), a catequese que Paulo faz sobre a sorte dos falecidos é consolação que vence a desolação (1 Ts 4,113) de quem não tem esperança. Eis porque Paulo pode concluir, dizendo: “Consolai-vos uns aos outros com estas pala-
vras”. O missionário é agente de consolação quando anuncia o kerigma da fé e da esperança cristã.

6. BARNABÉ – HOMEM DA CONSOLAÇÃO

Os Apóstolos dão um novo nome a José de Chipre: “Barnabé, homem da consolação, que infunde coragem” (At 4,36). Ainda que esta etimologia seja um pouco estranha e incerta, o nome “Barnabé” descreve com perfeição este homem da primeira geração cristã, segundo o retrato que faz dele o livro dos Atos. Barnabé aparece pela primeira vez quando põe à disposição da comunidade o preço da venda de um campo (cf. At 4, 36-37). Depois, é ele que apresenta Saulo à comunidade de Jerusalém (cf. At 9,27).


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Quando chega a Jerusalém a inesperada notícia do nascimento de uma comunidade cristã em Antioquia, entre os pagãos, é Barnabé que os Apóstolos enviam, a fim de constatar o que está acontecendo por lá (cf. At 11,22); e ele, homem aberto e conciliador, “encoraja” a jovem comunidade a continuar; em seguida, desempenha talvez a ação mais importante de sua vida: vai a Tarso à procura de Saulo (que se havia isolado um pouco dos outros) e o conduz a Antioquia. Nesta cidade, Saulo fará o seu ano de “estágio” missionário, antes de iniciar suas grande viagens missionárias (cf. At 11,25-26).

Companheiro de Paulo na primeira viagem missionária (cf. Atos, capítulos 13 e 14), Barnabé será com ele testemunha da fé dos pagãos no Concílio de Jerusalém (cf. At 15,2. 12). A última vez que Barnabé aparece no livro dos Atos é quando discute com Paulo acerca de Marcos (cf. At 15,37-39). O homem da consolação e do encorajamento quer dar ao jovem Marcos uma segunda oportunidade; e sobre este princípio-estilo de vida ele põe em risco a sua amizade com Paulo.

Homem desapegado dos bens, inteiramente consagrado ao serviço da comunidade, sabe prestar atenção aos outros, especialmente aos irmãos isolados; Barnabé sabe ver nos outros os germes de bem, encoraja-os e incentiva-lhes a iniciativa. Homem equilibrado, procura o entendimento, porém não recua quando se trata de oferecer uma segunda oportunidade a Marcos. Todas estas passagens de sua vida podem delinear um estilo de missionário da consolação?


PONTOS PARA A REFLEXÃO:

· Refletindo sobre Barnabé – homem da consolação e do encorajamento: Quais são os aspectos que podem inspirar a minha vida missionária, hoje?
· Consolação-tribulação (2 Cor 1,3-7): Qual é o fundamento da consolação no meio das adversidades e contrariedades da missão?
· Consolação-exortação: Estou convencido de que o encorajamento, o apoio e o apreço são parte importante do meu estilo de vida em relação à comunidade?
· Consolação-evangelização: O anúncio e o testemunho do Evangelho são, para mim, fonte de consolação?
· Consolador-advogado: No meu empenho de promover a justiça, provo a força e a consolação que brotam do Espírito?

Pe. Mário Barbero, IMC

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Domenica Missionaria

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“Perdere la vita per trovarla
nella via della croce”

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Missione Oggi

"Missio Ad Gentes" en el CAM - COMLA
1. Introducción
Pentecostés y el Nacimiento de una Iglesia Misionera
Me han pedido hablar, bajo el tema del Foro "Misión Ad Gentes", sobre la "Comunidad, discípula de Jesús". Quisiera comenzar con el Pentecostés que señala el nacimiento de la iglesia, la comunidad discípula de Jesús. Y hay que notar desde el comienzo che la Iglesia que nació en Pentecostés es una iglesia misionera. Esto queda de manifiesto en la descripción del evento de Pentecostés plasmada en los Hechos de los Apóstoles. Hay tres elementos que sobresalen en la misma: un viento impetuoso, las naciones de la tierra y las lenguas de fuego.
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